Pininga, Juraraca, Jurará, Capininga, Cágado

Pininga, Juraraca, Jurará, Capininga, Cágado (Trachemys adiutrix Vanzolini)

Reino:
Animalia

Filo:
Chordata

Classe:
Reptilia

Ordem:
Testudines

Família:
Emydidae

Nome Científico/Espécie:
Trachemys adiutrix Vanzolini

Nome Popular:
Pininga, Juraraca, Jurará, Capininga, Cágado

Alimentação:
Onívora

Reprodução:
As fêmeas realizam desova de maneira isolada, com apenas um período reprodutivo por ano, porém constata-se a necessidade de mais estudos relacionados ao assunto. Fêmeas grávidas foram encontradas entre os meses de junho e setembro (Barreto et al. 2009, Alexandre Milaré Batistella (comunicação pessoal, 2010). O número de ovos por postura variou entre 2 e 14 ovos. Filhotes da espécie foram capturados em janeiro e fevereiro, medindo em média 3,5 cm. Faltam estudos com relação aos mecanismos de determinação sexual dessa espécie.

Características:
Carapaça com quilha posterior baixa; escudos marginais nem entalhados nem serrilhados; primeiro vertebral largo, em forma de urna; quinto vertebral tão largo quanto o quarto; cabeça sem faixas dorsais; gula com ocelos e faixas amarelas ou laranja, especialmente um elemento mediano em forma de Y; carapaça do jovem com ocelos grandes, do adulto lisa; plastrão com um desenho simétrico de faixas cinza oliváceo marginadas de cinza escuro. É uma tartaruga aquática e permanece preferencialmente na água, mas pode percorrer grandes distâncias durante a estação chuvosa. Durante a seca ela se enterra na areia, emergindo com o retorno das chuvas. A estivação é possivelmente uma peculiaridade da T. adiutrix.
As menores fêmeas em idade reprodutiva mediram (medida linear) entre 10,1 cm e 12,8 cm e machos 9,9 cm, do comprimento da carapaça (Batistella 2008, Barreto et al. 2009). O tamanho máximo (medidas lineares) encontrado para fêmeas foi 25,1cm (Batistella 2008) e 22,0 cm para machos, do comprimento da carapaça.

Habitat:
É endêmica do Brasil, da região litorânea dos estados brasileiros do Maranhão e Piauí, restrita a pequenos trechos de bacias da região hidrográfica do Atlântico Nordeste. Foi descrita na localidade de Santo Amaro, nas bordas do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses. Sua ocorrência foi registrada em outras 25 localidades. Segundo Larissa Barreto (comunicação pessoal, 2010), a espécie também ocorre na ilha do Caju, no Maranhão. A extensão de ocorrência da espécie é de 24.441,43 km², calculada via mínimo polígono convexo a partir dos pontos de registro. Considerando seu habitat de distribuição, estima-se que a extensão de ocorrência da espécie seja menor que 20.000 km².

Classificação IUCN:
Quase ameaçada (NT) no Brasil e em Perigo na lista da IUNC

Justificativa: Trachemys adiutrix é endêmica do Brasil, comumente encontrada em pequenos trechos de bacias da região hidrográfica do Atlântico Nordeste. Embora a extensão de ocorrência calculada da espécie seja de 24.441,43 km², os especialistas acreditam que seja menor que 20.000 km2 , tendo em vista que todos os registros de ocorrência são restritos às áreas de vegetação de restinga, entre dunas ou em áreas de campos abertos no litoral dos estados do Maranhão e Piauí. A espécie sofre várias ameaças como perda de habitat devido à ocupação urbana, morte pelo fogo utilizado para renovar pastagens, além de ser usada, em toda sua extensão de ocorrência, como animal de estimação e na alimentação humana. No entanto, faz-se necessário implementar estudos populacionais de longo prazo que possibilitem avaliar com segurança a fragmentação, declínio ou flutuação decorrente dessas ameaças, por isso, Trachemys adiutrix foi avaliada como Quase ameaçada (NT), aproximando-se da categoria Vulnerável (VU).