Tigre d’água

Tigre d'água (Trachemys dorbigni)

Reino:
Animalia

Filo:
Chordata

Classe:
Reptilia

Ordem:
Testudines

Família:
Emydidae

Gênero:
Trachemys

Nome Científico/Espécie:
Trachemys dorbigni

Nome Popular:
Tigre d'água

Alimentação:
É uma espécie onívora, que se alimenta de matéria vegetal, invertebrados (moluscos, crustáceos e insetos) e pequenos vertebrados (anuros e peixes). Um estudo com espécimes adultos, oriundos do Rio Grande do Sul, indicam dieta onívora, mas com a matéria vegetal sendo o item de maior importância (Hahn, 2005). Contudo, outros autores indicam uma dieta com predominância de matéria de origem animal (Achaval e Olmos, 2003, ver referências em Cabrera, 1998).

Reprodução:
Uma maneira popular de se identificar se o animal é macho ou fêmea é o formato do plastrão. Na verdade, apenas as espécies terrestre e ainda depois de alguns anos de vida é que apresentam diferenças entre macho e fêmea. Os machos possuem pênis que fica introduzido na cauda e fica aparente somente durante o acasalamento quando é introduzido na cloaca da fêmea. Em média são produzidos até mais de uma dezena de ovos de cada vez. Os ovos são enterrados em um ninho escavado no chão. A incubação como já dita varia de 2 a 4 meses, e o filhote nasce pesando 11 gramas e com 3,5 cm de carapaça. Quando chegam na maturidade sexual os machos (que tornam-se adultos após 2 anos) adquirem uma coloração escura enquanto as fêmeas (que tornam-se adultas após 5 anos) continuam esverdeadas. O sexo dos filhotes de tartarugas é determinado pela temperatura da areia durante a incubação: temperaturas mais baixas apresentam o nascimento de machos e mais altas de fêmea.
Na época de reprodução, a fêmea desova até mais de 10 ovos por postura (em média). Os ovos eclodem após 2 a 4 meses. Os juvenis medem cerca de 3 cm à saída do ovo, enquanto que os adultos podem atingir 30 a 35 cm de comprimento. As fêmeas são geralmente maiores que os machos.

Características:
As tartarugas-tigre-d'água podem viver mais de 30 anos e são, por diversas vezes, ilegalmente comercializadas como animal de estimação. Esta espécie, bem como a subespécie norte-americana Trachemys scripta elegans, começa a surgir em lugares fora do seu habitat natural, como o Lago Paranoá em Brasília, possivelmente oriundas de abandono dos donos. A espécie norte-americana se distingue, entre outras coisas, por ter uma mancha vermelha atrás dos olhos. Espécie de quelônio de pequeno porte, que atinge cerca de 250 mm de carapaça. Apresenta atividade diurna, e pode ser facilmente observada devido ao hábito típico de permanecer por longos períodos assoalhando (exposta ao sol) nas margens dos corpos d’água, nos horários mais quentes do dia.

Habitat:
Ocorre na Argentina, Uruguai e Brasil. É elegível para a avaliação regional. No Brasil é endêmica do estado do Rio Grande do Sul, vive em ambientes aquáticos como lagunas, rios, banhados, lagos e açudes com abundância de vegetação.

Classificação IUCN:
Quase ameaçada. As áreas de nidificação sofrem declínio continuado em decorrência das atividades agrícolas, especialmente o cultivo de arroz. Outras duas grandes ameaças são o atropelamento de matrizes e a comercialização de filhotes como animais de estimação. No entanto, faz-se necessário realizar estudos populacionais de longo prazo que possibilitem avaliar com segurança a fragmentação, declínio ou flutuação decorrente dessas ameaças, Por isso, Trachemys dorbigni foi classificada como Quase ameaçada (NT), aproximando-se da categoria Vulnerável (VU).