Cuidados e carinhos especiais ajudam a prolongar a vida dos animais

Assim como os seres humanos, os cães estão sujeitos a ação de vários fatores que irão ser responsáveis pelo prolongamento da sua vida, ou seu inverso, pela morte precoce. Porém, mesmo com alguns cuidados, o tempo de vida de animais, como cachorros e gatos, não é tão longo quanto gostaríamos. Os cachorros, por exemplo, vivem em média de 10 a 13 anos, dependendo da raça do animal; já os gatos, de acordo com especialistas, podem viver um pouco mais, de 12 a 17 anos.

Os animais atingem a velhice rapidamente. Um cachorro com oito anos, por exemplo, já é considerado idoso; o gato com 10 anos também. E quando o seu animal chega a essa idade, assim como os seres humanos, é necessário atenção com alguns cuidados, que facilitarão a vinda do seu parceiro.

O veterinário Carlos Neiva alerta que algumas doenças podem aparecer com a idade avançada dos animais. “Os cães idosos podem ter doenças como câncer. Isso é muito comum. Outro problema que acontece são doenças dentárias; elas vem acompanhadas de mau hálito, apodrecimento dos dentes, e consequentemente a perda de peso. Por isso é muito importante que o tutor verifique constantemente a dentição dos animais. Outra coisa comum, assim como nas pessoas, é a catarata, doença que atrapalha a visão do animal. Pode ser percebida com os olhos que parecem que ficam nublados, meio brancos”.

Em relação as doenças dentárias, o especialista alerta que a dica é comprar rações especiais que facilitam a alimentação dos cães. “Nessa idade os cachorros dependem de um cuidado maior no dia a dia. Um exemplo é a alimentação. Existem no mercado rações com vitaminas que suplementam a alimentação do animal, temos de lembrar que nessa idade a alimentação também fica dificultada”.

Vacinas e saúde física

O veterinário fala que existe também a necessidade de que o responsável mantenha durante a velhice dos animais o quadro de vacinas e exames atualizados. A maioria dessas vacinas são tomadas durante os primeiros meses de vida, mas podem ser aplicadas durante a vida do animal, caso o guardião não se atente. “Assim como nós, com a idade, pode ser que apareçam doenças e devemos sempre nos atentar para alterações em nossos animais; sempre que perceber algo anormal procure o veterinário”, afirma Carlos Neiva.

Outro importante detalhe é com a saúde física do animal, como destaca o veterinário. “Levar para passear é algo extremamente importante. Com a idade o animal tende a ficar mais preguiçoso e isso pode gerar dificuldades na locomoção. A atividade física vai fortalecer a musculatura dos animais, que terão uma velhice melhor; porém, é importante sempre se atentar aos limites do animal”, diz.

Carlos deixa claro que a idade não é empecilho para se divertir com o animal. Segundo o veterinário, idade não é sinônimo de doença e o animal pode viajar, ir para a praia, clube, qualquer lugar. O veterinário faz somente um alerta para a forma de levar o animal dentro do carro. “Cachorro solto dentro do carro de forma alguma, principalmente se estiver velho; um acidente pode causar lesões irreparáveis. No mercado existem casinhas feitas para isso e devem ser usadas, existe lei que estabelece essa exigência”.

Mariana garante garante que está atenta à saúde e bem-estar de Lilica (Foto: Mariana Perígolo/Arquivo pessoal)

Lilica

Todas essas dicas são importantes para quem tem um animal em idade avançada. A estudante Mariana Perígolo, por exemplo, sabe bem disso. Ela é guardiã da Lilíca, uma pinscher zero, de 10 anos, que está com família desde que é filhote. “A Lilica ainda está ligada no 220, mas sempre tenho cuidados, principalmente com a alimentação. Ela já perdeu alguns dentes, sempre olho, e quando preciso mando para o veterinário para fazer a limpeza”, afirmou Mariana.
A estudante diz que tenta fazer de tudo para que Lilica tenha uma vida normal, mesmo na velhice. “Nossa, ando, brinco, saio com ela. Quase minha filha; ela adora tirar fotos. A diversão dela é brincar pela casa a fora; ela não para hora nenhuma, parece uma criança mesmo já sendo uma vovó”.

Mariana destaca que mesmo sabendo que o tempo de vida do animal é curto, vai fazer de tudo para prolongar ao máximo a vida e amizade entre ela e a Lilica,” Quero a Lilica aqui por muito tempo, por isso cuido da saúde dela. Como eu disse, ela é minha filha” concluiu.

Fonte: G1

, ,