Após denúncia de maus-tratos, canil deve ser fechado em Ipuiúna (MG)

A Prefeitura de Ipuiúna (MG) decidiu, nesta segunda-feira (21), fechar o canil municipal após uma denúncia mostrar as más condições em que os cachorros viviam no local. No local, os animais viviam em meio a muita sujeita e fezes acumuladas.

Em imagens feitas por representantes de ONGs de proteção animal no dia 15 de novembro, uma fêmea amamenta os filhos que nasceram dentro do canil. Um deles, de tão fraco, não consegue nem se levantar. Além disso, em um espaço pequeno e trancado, cinco cães tem que se apertar para buscar algum conforto.

A denúncia foi feita pelo vigilante Airton Roque de Faria. “Difícil quando eu chego aqui e não acha nem um cachorro morto. Já presenciei cachorro comendo suas próprias fezes aqui. Veterinário não tem”, afirma.

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Segundo a empregada doméstica Leda Maria de Souza, que chamou veterinários para examinar os animais neste domingo, quase todos eles estão doentes. “No caso, não acudirem, vão falecer sem dúvidas. É cinomose”, diz ela.

Moradores e integrantes das ONGs registraram um boletim de ocorrência contra a prefeitura por abandono e maus-tratos. “Você vê animais em um espaço minúsculo, com cinomose, uma transmissão de doenças. É parvovirose. Não tem espaço adequado para estes animais, não tem espaço adequado para os animais em quarentena”, conta Raphael Ferrari, presidente de uma ONG.

Na manhã desta segunda-feira, dois funcionários da prefeitura estiveram no local para fazer uma limpeza. O prefeito de Ipuiúna, Elder Castro de Souza Oliva, admite que o local está sem veterinário, já que o responsável teria pedido demissão e saído em outubro, mas afirma que os animais estão sendo alimentados.

“Não passam fome. Estão aqui as notas mês a mês das rações que são compradas. Você limpa de manhã, quando chega em um período do dia, vai estar sujo de novo, são mais de 50 cachorros para um espaço curto”, alega Oliva.

O prefeito ainda diz que moradores também abandonam cães doentes no canil e que o local vai ser fechado. “Nós vamos ver o destino que nós vamos dar a eles (os cães), porque nós também simplesmente não vamos soltar o animal que já está com problema lá. Eu vou tentar fazer um contrato provisório com um veterinário até que tire todos os cães de lá para não abandonar eles igual a maioria das pessoas fez”, completa.

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Fonte: G1

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