Bebê orangotango órfão e cego é encontrado na floresta

A orangotango chegou à emergência do International Animal Rescue (Resgate Animal Internacional) (IAR) na Indonésia, em 2011. Ela foi encontrada por moradores locais em uma área próxima à uma fábrica de óleo de palma. Por conta da chegada da fábrica, houve desmatamento na área e muitos orangotangos foram deslocados, de acordo com o IAR.

“Nos perguntamos o porquê de não termos encontrado mais bebês orangotango na área, ” o IAR escreveu em um post. “A versão oficial dos moradores é de que o filhote havia caído de uma árvore que estava sendo cortada. A mãe fugiu e abandonou o bebê quando a árvore caiu. ”

Entretanto, o IAR notou que Rahayu parecia ter sido separada de sua família e da floresta por um grande período de tempo – sua pele era macia, e orangotangos que vivem na floresta geralmente têm a pele escura e grossa. Qualquer que seja a verdadeira história, o importante era que Rahayu estava em um estado preocupante. Ela estava desidratada, com febre alta e não conseguia enxergar – ela não tinha o reflexo de piscar e nem seguia comida com os olhos quando lhe era oferecido.

De acordo com o The Dodo, um exame veterinário detalhado revelou que Rahayu exibia sintomas de malária cerebral. A doença é uma forma de malária que causa uma variedade de problemas neurológicos, incluindo surdez e cegueira. Sua vida estava em risco mas, depois de receber medicação, Rahayu começou a melhorar consideravelmente.

Adiantando para hoje – não apenas Rahayu sobreviveu sua dificuldade, como sua visão foi completamente restaurada.

Foto: International Animal Rescue

Foto: International Animal Rescue

“Ela ainda está em nosso centro e agora frequenta a escola da floresta, onde aprende todas as habilidades para retornar para a natureza, “Lis Key, gerente de comunicações do IAR, contou ao The Dodo.

“Ela é um orangotango independente, ” dizia a postagem recente dos cuidadores de Rahayu. “Quando ela quer brincar, ela brinca com qualquer um e, quando ela não come no horário certo, fica cutucando os cuidadores atrás de mais comida. ”
Vale ressaltar que esses são bons sinais de que Rahayu tem o que é preciso para se proteger quando ela eventualmente retornar para a natureza.

“A malária cerebral não parece ter deixado nenhum dano permanente e, certamente, não afetou sua habilidade de escalar e se mover entre as árvores, ” disse Key. “Não tenho certeza se cutucar alguém para ganhar comida seja algo que vá ajuda-la na floresta, mas certamente mostra que ela tem personalidade e sabe o que quer. ”

Quer ajudar o IAR a continuar fazendo esse incrível trabalho pelos animais? Veja como você pode contribuir, aqui.

Fonte: Anda

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