Confira 10 dicas de como viajar com seu gato

Sempre que falamos em passeios e viagens com animais domésticos, o foco é para os cães. E, de fato, os cães ainda são em maior número do que os gatos, acompanhando seus tutores nas caminhadas pelas ruas, nos hotéis, restaurantes e demais estabelecimentos e locais “amigos dos animais”.

Isso se dá, primeiramente, ao temperamento natural deles. Temos que admitir que os gatos sempre foram um enigma para nós, humanos. Eles conseguem ser, ao mesmo tempo domésticos e selvagens, dóceis e ariscos, reservados e sociáveis. Convivem bem em família, mas não deixam de manter a sua individualidade.

Que os gatos são mais independentes que os cães em relação aos humanos, é verdade. Mas não é certo estabelecer uma regra geral quanto a isso. Pois existem diversos fatores que podem influenciar essa relação, tornando-a mais próxima ou mais distante. Como, por exemplo, o período de sociabilização. Entre a terceira e a sétima semanas de vida, o gato passa pelo período de sociabilização primária, que influencia profundamente no comportamento dele por toda a sua vida. As condições nas quais ele nasce e onde permanece com sua mãe (e os fatores que incidem também sobre ela, como alimentação, sono, etc) podem contribuir bastante neste processo de sociabilização do animal.

Mas nós também podemos atuar apresentando-o e deixando-o ser acariciado e massageado por diversas pessoas e apresentando-o a outros animais e brincadeiras. Sempre respeitando seus limites. É dentro dos limites que ele estabelece que se desenvolve a nossa interação.

Embarque na Viagem

E como muitos tutores se interessam em levar seus queridos felinos em suas aventuras, decidimos reunir algumas dicas de como fazer as viagens serem divertidas e prazerosas para esses animais.

1- Os gatos são muito mais sensíveis à mudanças de espaço e rotina. Por isso, é importante que, ao chegar ao local, ele encontre todos os seus pertences habituais (caminha, caixa de areia, brinquedos, alimentação, etc) e o seu tempo de adaptação seja respeitado.

2 – Não esqueça toda a documentação e carteirinha de vacinação dele e certifique-se de que o hotel realmente aceita gatos.

3 – É preciso garantir a segurança no transporte utilizando-se de caixas duras e que permitam que o gato gire e se levante dentro. A caixa deve ser presa com cinto de segurança no carro e coberta, preferencialmente, com um paninho com cheiro do tutor.

4 – Se a duração da viagem for inferior a 5 horas, não precisa tirar o gato da caixa de transporte. Mas se for mais longa, é recomendado fazer algumas paradas para ele beber água e usar a caixa de areia. Mas, atenção: durante a parada, não tire o gato do carro, e não abra nenhuma porta ou janela – a não ser que o animal esteja realmente acostumado, e com guia e coleira.

5 – Garanta uma plaquinha de identificação com nome e telefone, para o caso do seu gato fugir durante a viagem. Mas use uma que não faça barulho ( não use os sininhos, pois perturbam muito esses animais).

6 – Para evitar enjoos ou vômitos, não alimente o gato pelo menos nas 3 horas antes da viagem. Mas assim que chegar no local – ou se a viagem for muito longa e com paradas, pode oferecer a sua comidinha.

7 – Se a viagem for durante o verão, é obrigatório ar condicionado no veículo de transporte.

8 – Chegando ao local, antes de soltar o gatinho, inspecione cuidadosamente o quarto para garantir que não haja nada que possa machucar, assustar ou até intoxicá-lo (alimentos, medicamentos, produtos de limpeza, móveis, sons, brinquedos…). Também verifique se há telas nas janelas e varandas. Se não sentir que o quarto é seguro, na primeira noite organize os objetos do gatinho no banheiro para ele dormir lá.

9 – Leve uma roupa sua, com seu cheiro, para colocar em cima da cama do gato.

10 – Treine o seu gato para o convívio social, atendendo aos comandos básicos de obediência e acostumando-o a usar guia e coleira.

Embarque na viagem

Fonte: Embarque na Viagem

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