Gambás e aves são devolvidos à natureza em Valinhos (SP)

Animais resgatados e tratados pela ONG Mata Ciliar foram soltos em uma fazenda na Serra dos Cocais, em Valinhos (SP), durante esta semana. Os animais estavam mantidos em cativeiros e foram resgatados e levados para a sede da entidade para uma readaptação antes de serem soltos na natureza.

As aves foram colocadas em um viveiro adaptado para que os animais treinassem a musculatura e voltassem a voar. Além disso, foi realizado um tratamento para que as aves aprendessem a procurar comida dentro do viveiro. Segundo a veterinária Jéssica Paulino, a ideia é fazer com que os animais voltem mais fortes para a natureza.

“A alimentação nós variamos o horário e jogamos no chão para eles terem que procurar entre as gramas e a terra, para não ficar tão fácil como seria em um potinho no cativeiro, assim eles irão mais fortes para a natureza”, conta.

Além das aves, gambás também passaram por uma readaptação e foram soltos nesta terça-feira (29). No corredor das corujas, a veterinária observou o voo de quatro aves para confirmar se já estavam recuperadas para serem soltas também.

Liberdade
A ONG escolheu a fazenda na Serra dos Cocais, que embora seja particular, é rica em árvores frutíferas, água e é um ambiente com a tranquilidade que os animais precisam para se readaptarem. O processo de soltura foi acompanhado por guardas ambientais de Valinhos, que mantém uma parceira com a ONG. De acordo com Coordenador da Guarda Ambiental de Valinhos, Fabiano Souza, o acompanhamento é importante para que o local seja avaliado antes da soltura.

“Sempre que vai haver soltura de animais, nós vamos até o local para ver se é propício, se eles vão ter a alimentação e tranquilidade que precisam”, afirma.

Os alunos da APAE de Valinhos acompanharam o processo de soltura dos animais e alguns até se emocionaram. Segundo Cristina Harumi Adania, da ONG Mata Ciliar, o acompanhamento de pessoas no momento da soltura é importante para a conscientização.

“Mais uma chance para eles, que da gaiola foram para a vida livre e principalmente, quando as pessoas participam da forma como foi feita essa soltura, nós ficamos ainda mais felizes, porque as chances deles retornarem para a gaiola fica menor”, ressalta.

Fonte: G1

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