Gatos e homens convivem há 10 mil anos

Alguns animais passaram a fazer parte do cotidiano humano por fornecer leite, carne e lã, por auxiliar na segurança e contribuir como força de trabalho. Por que, apesar de não se encaixar nestes aspectos, o gato foi domesticado?

A partir de uma coleta e análise de DNA de 979 gatos selvagens, pesquisadores americanos chegaram à conclusão de que os gatos domésticos surgiram de um único local: o Oriente Médio. De acordo com estudo publicado na revista “Scientific American”, hoje há mais de 600 milhões de gatos domésticos espalhados pelo mundo.

Há 10 mil anos, no Crescente Fértil, quando os homens passaram a cultivar grãos e armazená-los em depósito, camundongos eram atraídos pelo alimento. Os gatos, por sua vez, tinham ali uma oferta de comida.

Sabe-se também por pesquisas que a Felis silvestris lybica, o gato selvagem africano, foi a única subespécie de gato selvagem a ser domesticada.

No Egito, o animal é representado em pinturas datadas de 3.500 anos e revelam o gato em diversas situações: sob cadeiras, comendo das tigelas de seus tutores e usando coleiras.

Há 2.900 anos, o bichano foi elevado à divindade com a deusa Bastet. Protetora da fertilidade e das mulheres, é representada por uma mulher com cabeça de gato.

A chegada dos gatos a América é creditada a Cristóvão Colombo. Da mesma forma que os romanos, o navegador trouxe felinos domésticos (e ratos) nos porões de mantimentos de suas naus.

Fonte: G1

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