Sucuri de 5 metros é laçada e morta a pauladas por peões de fazenda em RO

Uma sucuri de 5 metros de comprimento foi morta a pauladas depois de ser laçada com uma corda por peões de uma fazenda, em Pimenta Bueno (RO), na região da Zona da Mata. De acordo com um dos funcionários da propriedade, que prefere não se identificar, os trabalhadores decidiram matar a cobra porque nesta semana ela  já havia matado um bezerro no pasto.

Em entrevista, o funcionário conta que a perseguição contra a sucuri começou no início da semana, depois dela atacar o animal. “Os peões encontraram a cobra de 5 metros enrolada no bezerro, que já estava morto. Então eles voltaram na sede da fazenda, pegaram a arma e quando chegou no local a cobra já tinha soltado o bezerro. Eles então atiraram na cobra, mas ela não morreu e sumiu na água”, relembra.

Segundo o trabalhador, dois dias após a sucuri matar o bezerro, os peões foram buscar água e viram o animal dentro de um brejo, que serve como bebedouro para os bois da fazenda. “Um dos rapazes entrou na água e conseguiu laçar a sucuri. Ele então deu umas pauladas na cabeça dela e, com a ajuda dos demais peões, conseguiram puxar ela para fora”, contou.

Depois de ser laçada e arrastada para fora da água, a sucuri foi morta a pauladas. Segundo o funcionário, há algum tempo alguns animais começaram a sumir pela região e eles suspeitam que a sucuri estava comendo os animais.

A reportagem mostrou a foto da sucuri morta ao biólogo Flávio Terassini. Segundo ele, em épocas de chuva é comum encontrar esses tipos de animais nas propriedades. “O animal deve ter uns 15 anos de idade”, explica.

Ainda segundo o biólogo, a legislação proíbe matar animais silvestres, e em caso de colocar a vida de pessoas em risco, estas  devem chamar o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) ou a Polícia Ambiental.

De acordo com a Polícia Ambiental, matar animais silvestres é crime e as pessoas envolvidas neste caso podem responder sanções penais e administrativas, com base na Lei Federal 9.605, de fevereiro de 1998.

Fonte: G1

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